Jornais
A minha relação com os jornais não é diferente daquela que tiveram muitas pessoas da minha geração, ou daquelas que a precederam. Nasci e cresci num tempo sem internet e isso significava menos imediatismo na produção e no "consumo" de notícias. Os jornais saiam de manhã ou à tarde, por vezes tinham duas edições, mas não disparavam notícias todo o dia, a torto e a direito, num género de corrida desenfreada pelo pódio da rapidez na difusão de uma informação irrelevante, cujo interesse público se perde quase imediatamente ou, pior, nunca existiu. Durante anos fui leitor diário de jornais, em papel naturalmente. Nos desportivos comprei sempre "A Bola" - antes apenas a Gazeta dos Desportos, por ser uma publicação bem mais eclética - e nos outros, generalistas, cresci com o Público, o DN, o Expresso e o JN nas minhas idas ao norte. Imprensa regional pouca, porque quem nasce e cresce em Lisboa tem nos jornais de grande tiragem a sua própria imprensa local. Ah, e o Ava...