O meu coração só tem uma cor: azul. Sou belenenses da ponta das unhas dos pés à ponta dos cabelos que já me saem pelos ouvidos, que a idade não perdoa. Ou aos da cabeça, que ainda tenho em abundância. Sou belenenses desde que me lembro de ter clube e serei belenenses até sair deste mundo esticadinho e aprumado, oxalá que com o emblema do Belém na lapela e uma bandeira debaixo do braço. Não quer isto dizer que padeça de um sectarismo que me impeça de olhar para os clubes à minha volta sem lhes reconhecer méritos, elementos característicos com os quais me identifico, dificuldades semelhantes às do Belenenses, aspectos identitários que os aproximam ou do clube do meu coração, ou da visão que para ele tenho. Se amor só sinto pelo Belenenses, simpatia sinto-a por mais de uma dezena de emblemas, portugueses, europeus e mais além. Gosto do COL, que aliás se estreou frente ao Belenenses, nas Salésias, com números na camisola. Gosto do FC Sankt Pauli, do Rayo, do Unionistas de Salamanca, do Osa...
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