Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta futebol

"Peçam desculpa ao Leixões"

Imagem
A SAD do Leixões é um caso sério. Já escrevi sobre o assunto no início de Abril e regresso ao tema, sem grande desenvolvimento, apenas para sublinhar que na orgulhosa terra do Estádio do Mar os adeptos estão a encher o saco e não escondem o descontentamento face uma sociedade comercial que compete em seu nome, e que se afasta progressivamente daquele que deveria ser o âmago da sua existência. De acordo com o diário desportivo A Bola, "Matosinhos voltou a acordar com várias tarjas de contestação à SAD" (leia-se, aos seus responsáveis e à sua conduta). Não conheço a fundo o contexto particular dos dias que passam, mas creio a faixa colocada em local público na qual se pode ler "Peçam desculpa ao Leixões por o desonrarem em prol dos milhões" é uma referência directa ao pedido de desculpas de Paulo Lopo e da Leixões SAD a Joaquim Evangelista e ao Sindicato dos Jogadores. Lopo, o homem que se diz apaixonado pelo Leixões, assobia para o lado e segue em frente, agora com...

O Belenenses e o "mercado" brasileiro

Quem pensar com relativo detalhe acerca das equipas do Belenenses nos anos 90 chegará à conclusão de que a tese dos "contentores de brasileiros" muito em voga no início do século XXI não passa pela prova da análise concreta aos plantéis e seus elementos. É aliás curioso verificar que nos anos 80 e 90 os negócios relacionados com as transferências de jogadores entre o Brasil e os clubes portugueses (incluindo naturalmente o Belenenses) envolviam jogadores - alguns verdadeiros craques, outros nem tanto - e clubes que hoje se encontram num patamar inacessível às várias sociedades anónimas surgidas na viragem do Milénio. Curiosamente, a explosão no número de estrangeiros nas equipas do Belenenses - incluindo naturalmente jogadores brasileiros, um dos "mercados" preferenciais para clubes portugueses, quer pela facilidade de adaptação dos jogadores, quer pelo custo relativamente baixo e potencial garantia de qualidade - dá-se após 1999, quando a constituição da sociedade ...

Da ironia e das bancadas vazias

Imagem
A ironia é um recurso discursivo arriscado, cujo domínio não se encontra ao alcance de qualquer um. Pinto da Costa, o monarca portista, usa-a como poucos num futebol dominado por personagens boçais, sem sentido de humor nem inteligência que ultrapasse o esquema e o óbvio. Em declarações após a vitória do FC Porto sobre o Sporting, resultado que valeu ao clube novo título nacional de futebol sénior masculino, Pinto da Costa anunciou a intenção de levar Bruno Nogueira a actuar no Estádio do Dragão antes do jogo da equipa frente ao Moreirense, no próximo dia 20. E avançou como alternativa, em caso de indisponibilidade do humorista, uma tourada. A farpa foi lançada e pode ser que acerte no alvo, enfatizando o absurdo que é - em Portugal mas não apenas em Portugal - a ausência de público na única modalidade que foi reactivada após meados de Março, e que se joga ao ar livre, em Estádios com capacidade considerável e que, na maioria dos casos, ficam sempre muito longe de meia-casa. Os franc...

A segunda morte do Estrela da Amadora

Imagem
Noventa e dois por cento é proporção dos presentes que não deixa dúvidas: os sócios do CD Estrela que se deram ao trabalho de viajar até ao Estoril para decidir acerca do futuro do emblema que refundaram há cerca de uma década atrás optaram pela dissolução do seu projecto numa outra coisa de natureza totalmente diferente, com o objectivo claro de verem a sua camisola voltar a competir nas provas nacionais e, mais à frente, profissionais.  Alguns dirão, se esse momento chegar, que são "estrelistas de primeira". Eu, que observo de fora, com a frieza que por vezes o envolvimento directo nestas coisas nos retira, penso que o mais provável é que o Estrela e os estrelistas que o amam - sobretudo aqueles que não se dividem entre o Estrela e o Benfica, ou entre o Estrela e o Sporting... - maldirão num futuro que pode não ser longínquo terem oferecido o seu nome, o seu emblema, a sua identidade e, provavelmente, o seu estádio a quem tem tanto de estrelista como eu tenho de adepto de s...

Os 10%: um assunto encerrado no plano associativo

A tese segundo a qual o Belenenses terá perdido um valor próximo de meio milhão de euros ao vender as suas ações na B-SAD não tem sustentação na realidade dos factos nem nas circunstâncias de uma sociedade anónima cujas condições de viabilidade se degradam de dia para dia. É bom que ninguém esqueça que em 2012 o actual dono da B-SAD comprou posição maioritária na sociedade por cerca de 500 euros. Naturalmente que o valor teve em atenção a situação financeira da sociedade, à data com um passivo de cerca de 7 milhões de euros, número avançado pelo "investidor" em entrevista à BolaTV, em Fevereiro de 2013. Seis anos depois, em 2019, o passivo da sociedade ultrapassava já 11 milhões de euros, 4 milhões a mais face ao momento da compra de 51% da sociedade por parte da Codecity Sports Management. Ou seja, o passivo da B-SAD é hoje muito superior ao passivo da "Os Belenenses Futebol SAD" à data da venda da maioria do capital social da sociedade, entre o final de 2012 e o i...

O melhor do futebol é o amor

Imagem
Leio nas páginas da edição de hoje do Público um texto do jornalista Nuno Sousa sobre a morte de Julio Roque Pérez, adepto do Godoy Cruz, emblema de Mendonza, terra de bom churrasco e melhor vinho que fiquei a conhecer através de jogadores de Rugby do Belenenses com quem tive a honra de privar nos anos que passei naquela secção desportiva do meu clube de coração. Da história de Julio "Loco" é lugar comum salientar-se a inocente oferta de um prémio de lotaria, aos quinze anos, que valeu ao Estádio do clube "uma tribuna e parte da iluminação". Mas não é esse o feito que aparentemente o torna merecedor de uma despedida reservada aos ídolos dos adeptos do jogo do povo.  A oferta de dinheiro - de muito dinheiro, sobretudo quando o doador é um adolescente descalço, que sobrevive nas ruas, ganhando moedas para a sua alimentação e necessidades mais básicas - será, pelo menos neste caso, um sintoma de amor. E no futebol como na vida, o melhor é o amor, a entrega incondiciona...

A bola na Quarentena

Imagem
Os últimos dois meses nas sociedades humanas foram pródigos de alterações de hábitos. Não digo que vivemos "o fim de uma era", tão pouco "o início de um mundo novo", mas parece-me objectivamente verdadeiro que por força das circunstâncias alguma coisa mudou. Se em definitivo ou não, o futuro esclarecerá. O desporto ficou interrompido, por se tratar de um contexto privilegiado de contágio mas também por ser possível prescindir dele sem que daí decorram consequências de maior para as comunidades humanas. Nas televisões o comentário desportivo, marcadamente centrado no futebol e, neste contexto, nos emblemas mais ricos do país e da Europa, perdeu espaço e foi durante semanas substituído por horas a fio de notícias sem pingo de novo sobre a pandemia nas suas várias dimensões. Este recuo do comentário desportivo em horário nobre abriu espaço para o surgimento de alternativas informais nas chamadas redes sociais. E se nem tudo o que se fez - e de certa forma ainda faz - f...

A OPA e a lei das SAD

São vários os motivos e são múltiplas as justificações que podem e devem motivar alterações profundas à lei das sociedades anónimas desportivas. As notícias em torno da OPA sobre os 28,06% da Benfica SAD [1] [3] são apenas mais um elemento a ter em conta na avaliação dos méritos e dos deméritos de uma lei que apareceu sustentada numa ideia de abertura do futebol profissional "à sociedade civil", mas que contribuiu apenas para maior opacidade e menor capacidade associativa no controlo e no escrutínio da gestão que em seu nome é feita nas sociedades comerciais que gerem o negócio de milhões do futebol-indústria. Este blogue contém alguns textos sobre o triste fenómeno da perda do controlo associativo sobre a maioria do capital social de sociedades anónimas desportivas do contexto do futebol. Este post aborda o fenómeno inverso, ou seja, a forma como vários clubes criaram ao longo dos anos mecanismos alternativos de fugir a um dos objectivos principais da lei aprovada nos anos 9...

Estalinegrado e o Futebol

Aproveitando as comemorações do 75º aniversário do Dia da Vitória, o Spartak de Moscovo partilha nas redes sociais imagens do jogo que disputou frente ao Dynamo local na cidade de Estalinegrado (actual Volgogrado) no dia 2 de Maio de 1943, menos de três meses depois do fim dos combates na cidade que foi cenário da mais violenta batalha da chamada Segunda Guerra Mundial. 2 мая 1943 года, через три месяца после завершения Сталинградской битвы, в освобожденном городе состоялся товарищеский футбольный матч между местным «Динамо» и московским «Спартаком» Архивные кадры встречи и воспоминания участников –– в нашем спецпроекте: https://t.co/5Y0mt3sVyE pic.twitter.com/RAGDQ7FwZD — F C S p a r t a k M o s c o w (@fcsm_official) May 9, 2020

A força do futebol local

Imagem
A força do futebol "não profissional" está na proximidade às comunidades locais (que são frequentemente as comunidades de origem dos jogadores das equipas), aos sócios dos clubes, aos adeptos de bancada; está nos estádios pequenos que frequentemente enchem, ou acolhem pequenas multidões superiores a boa parte dos jogos disputados nas competições profissionais; está na ausência de transmissões televisivas e nos horários de realização dos jogos; está no preço dos bilhetes, geralmente acessíveis ao adepto comum; e está sobretudo na competitividade das provas.  Não fosse o cenário de asfixia associativa que em Portugal se vive desde há longa data, aliada a uma percepção pública errada sobre o Campeonato de Portugal e as competições distritais, parece-me que o CP poderia ser uma prova de interesse superior ao da II Liga. Não apenas porque o nível físico, técnico e táctico entre as duas competições não é distante, mas também - e sobretudo - porque bate claramente o contexto "L...

Quaresma e o racismo

Imagem
É lamentável que um jogador da seleção nacional se envolva em política.  Espero que as autoridades do futebol não deixem que isto se torne o novo normal André Ventura O tema dá pano para mangas e já aqui o temos referido. O pretexto é bom para o retomarmos, não sem antes enviarmos a Ricardo Quaresma um enorme aplauso pela coragem de se exprimir contra o racismo e a boçalidade de Ventura. Pode ou não um futebolista profissional exprimir-se politicamente? O facto de ser futebolista, profissional e jogador com passado na equipa nacional, representativa do país, deve de alguma forma impedir o exercício das suas liberdades individuais? Se um jogador de referência no país decidi-se hoje, por completo absurdo, aderir ao "Chega!" e tornar essa adesão do conhecimento público, viria Ventura lamentá-lo? A história do desporto está repleta de manifestações políticas antes, durante ou depois das competições. Os exemplos são tantos e tão significativos que seria absolutamente fastidiosos r...

1989: o ano em que o futebol "morreu" (2)

Imagem
De Sheffield à povoação de Orgreave, no South Yorkshire, são apenas sete milhas de distância. O lugar, sem nenhum interesse particular e pequeno demais para chamar a atenção de forasteiros pouco dados à história do século XX britânico, foi o palco de uma tarde de confrontos entre os mineiros em greve e a polícia do South Yorkshire: a 18 de Junho de 1984, cinco anos antes dos acontecimentos de Hillsborough, centenas de mineiros foram brutalmente espancados e noventa e cinco foram detidos. Muitos estudiosos da Greve de 1984-1985 referem a chamada "Batalha de Orgreave" como um momento chave no conflito, e em favor do governo da senhora Thatcher. Entre os polícias daquela tarde em Orgreave encontravam-se agentes que anos depois viveriam os acontecimentos de Hillsborough participando activamente na ocultação de factos e na construção de uma narrativa culpabilizante dos mineiros e dos adeptos do Liverpool que a investigação posterior veio a desmentir. [1] Não existe uma relação dir...

O 25 de Abril e o Belenenses: a luta da direcção do Dr. Constantino Fernandes

Imagem
O Clube de Futebol "Os Belenenses", expressão de associativismo popular centenária a que tenho o orgulho de pertencer, na qualidade de associado e adepto, desde o ano de 1982, não é nem nunca foi um emblema politizado. Ao Belenenses foram feitas ao longo dos seus 100 anos de história inúmeras maldades. Poucas terão sido tão marcantes e depreciadoras como a colagem de "clube do regime", coisa que nunca foi. Aliás, são muitos os episódios que marcam um distanciamento do Belenenses - ou de belenenses individualmente considerados - face ao Estado Novo e à sua política. Neste dia 25 de Abril de 2020 aproveito para trazer ao conhecimento dos leitores do "Na bancada" um nome e uma história que poucos belenenses conhecem; refiro-me à atribulada passagem do Dr. Constantino Fernandes pela presidência de Clube, cargo que exerceu num dos período de ouro da história azul, primeiro entre 1942 e 1944, e depois em 1946. Contexto Em Junho de 1944, em plena Segunda Guerra M...

O futebol sem adeptos não é nada

Imagem
Para se jogar futebol são necessários poucos meios. Um campo, que pode ser formal ou improvisado, relvado ou de areia, cimento ou terra; duas balizas, sejam elas oficiais ou duas pedras a servir de postes; uma bola; duas equipas, com número variável de jogadores, de acordo com as condições do momento. O futebol é na sua essência um jogo simples, com poucas regras. Foi aliás esta conjugação de poucos meios e jogo acessível que o tornou no vício benigno mais disseminado por esse mundo fora. Existe futebol para lá das competições oficiais, mas as competições são hoje uma parte fundamental da paixão que o futebol suscita. Porque a par de outras modalidades, o futebol esteve na origem de formas absolutamente incríveis de associativismo popular, foi o catalisador para formas de unidade nas comunidades que por vezes fugiram ao controlo dos poderes e funcionaram como pólos de liberdade, intervenção e subversão responsáveis por actos de desobediência e desafio ao status quo. Portugal tem nesse ...

Do "amor à camisola"

Imagem
As recentes declarações de Paulo Lopo, presidente da SAD do Leixões, acerca do amor ao clube e à camisola dos jogadores revestem-se de genuíno interesse num contexto em que as sociedades anónimas lhes propõem "soluções" que aliviam as suas tesourarias, diminuem os rendimentos dos atletas e sobrecarregam o sistema de segurança social. É uma perspectiva interessante, que apenas à luz dos interesses do "investidor" pode se entendida. Paulo Lopo chegou à SAD do Leixões em 2016. Nessa circunstância a SAD leixonense descrevia-o em nota à imprensa como "um conceituado empresário com interesses no setor imobiliário, na imprensa escrita e no ramo do entretenimento, tendo sido sócio e fundador da Sociprime, a maior empresa Portuguesa de Field Marketing". Não referia todavia qualquer ligação prévia de Lopo ao Leixões, como associado de longa data, por exemplo. Em Agosto de 2019 Lopo referia-se ao Leixões como o "amor da minha vida" [1], mas um ano antes (em...

Sunderland e a narrativa escolhida

Imagem
A segunda temporada de "Sunderland Till I die" está aí e já li que a terceira pode ser antecipada, aproveitando as quarentenas por esse mundo fora. A Netflix não brinca em serviço e os filmes-documentais desportivos (e agora também a ficção, com "The English Game") são hoje um produto de consumo apetecível e com saída. Mérito a quem se lembrou de explorar o filão. Confesso que gostei da primeira temporada da série. Se o nome do clube não me era de todo estranho, a sua realidade - desportiva, institucional, económica e social - foi uma completa surpresa. Esta ignorância relativamente ao que era o Sunderland beneficia de certa forma os criadores da série. É que não estava - não estávamos, a esmagadora maioria dos espectadores - em condições de perceber se a narrativa adoptada relativamente ao clube, à comunidade e aos problemas quotidianos da empresa que gere o nome e o emblema correspondiam ou não à verdade dos factos. E isso torna-nos, meros espectadores, num género...

Da urgência da revisão da lei das SAD (6)

Imagem
A lei das SAD tem perto de um quarto de século em Portugal, embora nem todas as SAD constituídas tenham essa longividade. O Sporting foi o primeiro clube nacional a constituir uma sociedade anónima desportiva, no âmbito do seu futebol, e depois disso muitos foram os clubes de vários níveis competitivo e de várias modalidades a constituirem sociedades comerciais destinadas a gerir "empresarialmente" as suas actividades económicas e desportivas. É sabido que a lei das SAD forçou vários emblemas - nomeadamente aqueles que à data da entrada em vigor da lei disputavam as competições profissionais - no sentido de avançarem para a formação de uma de duas opções: sociedades anónimas desportivas ou sociedades desportivas unipessoais por quotas. Foi um errro relativamente ao qual o Estado e "o legislador" não fez ainda o devido acto de autocrítica e correcção. A lei das SAD padece de problemas vários que se agrupam em duas categorias: as suas insuficiências, no quadro legal q...

Lay-Off? O "futebol-negócio" a ser Padaria Portuguesa.

A situação extraordinário relacionada com a pandemia do Coronavirus/Covid-19 exigiu de todos os cidadãos e das instituições públicas e privadas em geral uma rápida adaptação a um contexto totalmente novo. O desporto - e dentro deste os clubes e as sociedades comerciais que actuam no plano da "indústria" do futebol-negócio - também se viu forçado a tomar medidas, que passaram desde logo pela correcta suspensão das competições desportivas. Surge agora em Portugal o recurso de uma sociedade comercial (a "B" SAD) ao regime de lay-off, que é fundamentalmente um mecanismo de suspensão temporária dos contratos de trabalho, com redução drástica do vencimento dos trabalhadores e recurso a apoios públicos para o pagamento da pequena parte desses vencimentos que lhes é devida. É mais um exemplo da fragilidade evidente - agora posta ainda mais a nú - das sociedades comerciais do futebol, incluindo das privatizadas, como é o caso da "B" SAD. Um mês depois da interrupçã...

Da urgência da revisão da lei das SAD (5)

Imagem
Em Julho de 2015 os sócios do CD Feirense aprovaram em Assembleia Geral a venda de 70% do capital da sua SAD, constituída meses antes, em Outubro de 2014, a um grupo investidor nigeriano. Não sei ao certo se o sócios do clube de Terras de Santa Maria votaram na posse de todos os elementos acerca do "investidor", mas consultando por exemplo a peça veiculada pela Sapo Desporto a propósito da votação, que decorreu à porta fechada, pode ler-se que "no final da reunião magna de hoje, a direção do Feirense preferiu não divulgar o nome do grupo investidor que será detentor de 70 por cento do capital da SAD". O investidor era na verdade Kunle Soname, figura política e empresário no seu país natal, criador do website de apostas desportivas online "Bet9ja", empresa esta envolvida num caso de alegada recusa de pagamento de um prémio, no ano de 2017. A primeira questão que surgirá a muitos é se não ocorreu aos sócios do CD Feirense, caso estivessem na posse de todos o...

Da urgência da revisão da lei das SAD (4)

Imagem
As sociedades anónimas desportivas não são um exclusivo das divisões profissionais do futebol nacional. Existem "SADs" no Campeonato de Portugal (3ª divisão) e nas competições distritais, a par de outros projectos de natureza empresarial e lucrativa de que não nos ocuparemos por agora. O CD Fátima, por exemplo, viu-se em determinada fase da sua vida com dificuldades financeiras que abriram campo à penetração de "investidores" sem qualquer relação prévia com o emblema. Assim, primeiro o Kaaki Sports Group (com posição relevante no Louletano) e depois o Leon Group SA tomaram posições accionistas maioritárias na SAD do clube. O Leon Group SA é um grupo com várias empresa e parcerias, envolvendo o "negócio" e a "indústria" do futebol, incluindo empresas como a Kick Soccer Coin e a DH Sports. No âmbito das parcerias registo para aquela existente com o Sport Club Ivoti, do Brasil, que mantém relações como Sporting CP, no âmbito da formação. Em 2019 o K...